19.3.07
um céu azul azul, um sol mais corajoso de fim de inverno misturando as crianças e os cachorros do parque e N. tentando respirar vida. “no pasa nada”, repete a si mesmo procurando diluir o mal-estar e recobrar a visão. porque, na verdade, é disso que se trata, cegueira. para além de se sentir como que se desfazendo diante do real, como é possível enxergar qualquer coisa se se mira somente um ponto do espaço, a si mesmo?
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Oi Lu,
Loucuras desta dança que nos deixa imóvel ... diante da negação... e da tentativa... frases desta sua "nova" amiga maluca ...
bjs,
Mi
E se compartilhamos a cama?
E se assim como se não passasse nada… passasse a vida entre dedos sangrando e cheia de sssssssssss;
o suor que frio revira o estomago da ultima noite de vinho;
Da tentativa de sobrevier aos dias e as noites ...
Da tentativa de sobreviver a vida
Nos quedamos
Como uma queda lenta ... diminuindo o grau de vida
Que corra menos sangue nas veias...
Um pouco mais mortos para sobreviver
Um elástico nos tira a respiração,
Ou nos amputa o dedo para que fique a mão
nas frases que não ...
não me respondem nada...
E cada dia mais mortos para que possamos sobreviver
Mais fou, completamente fou…
Corremos como loucos…
Corremos tanto da solidão que não podemos …
Não nos sobra
Além do tic tac
Do tempo
Que as vezes anos e outros segundos
E só contamos ... não mais cantamos ...
Aos tantos riscos indecifráveis
Escorregados nas negações...
sem patins ...
As pernas ... quantas pernas meu Deus ....
Para que tantas pernas
As saias
ou sapatos
ou o que sea
tão coloridas
ofuscam a minha vistas
os óculos não concertam
tantas cores
me viro na cama...
não tem ninguém ....
e até acho bom...
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Loucuras desta dança que nos deixa imóvel ... diante da negação... e da tentativa... frases desta sua "nova" amiga maluca ...
bjs,
Mi
E se compartilhamos a cama?
E se assim como se não passasse nada… passasse a vida entre dedos sangrando e cheia de sssssssssss;
o suor que frio revira o estomago da ultima noite de vinho;
Da tentativa de sobrevier aos dias e as noites ...
Da tentativa de sobreviver a vida
Nos quedamos
Como uma queda lenta ... diminuindo o grau de vida
Que corra menos sangue nas veias...
Um pouco mais mortos para sobreviver
Um elástico nos tira a respiração,
Ou nos amputa o dedo para que fique a mão
nas frases que não ...
não me respondem nada...
E cada dia mais mortos para que possamos sobreviver
Mais fou, completamente fou…
Corremos como loucos…
Corremos tanto da solidão que não podemos …
Não nos sobra
Além do tic tac
Do tempo
Que as vezes anos e outros segundos
E só contamos ... não mais cantamos ...
Aos tantos riscos indecifráveis
Escorregados nas negações...
sem patins ...
As pernas ... quantas pernas meu Deus ....
Para que tantas pernas
As saias
ou sapatos
ou o que sea
tão coloridas
ofuscam a minha vistas
os óculos não concertam
tantas cores
me viro na cama...
não tem ninguém ....
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